Brunchar na Clandestinidade

Brunch Clandestino! Já ouviram falar?

Mas é claro que sim, não se fala noutra coisa. É tão ou mais famoso que o nosso Salvador Sobral nos últimos tempos.

Não sei se é só de mim, mas tudo o que é secreto, clandestino, intocável, privado ou confidencial, desperta-me um apetite fugaz de cuscar. Este Brunch de seu nome Clandestino, desperta interessa a qualquer alma. E porquê? Porque é feito às escondidas, porque gostamos do que é fora da lei e irreverente, porque é uma ideia do caraças e como diz uma das identidades deste conceito: “Foi uma ideia que surgiu num dia de pijama”.

Não é fácil conseguir reserva logo à primeira, mas estejam atentos ao Instagram (activem as notificações) e marquem assim que conseguirem, para terem vaga, pois garanto-vos que não se vão arrepender.

O conceito é o seguinte: uma mesa numa casa lisboeta a respirar arte, 6 lugares, comida vegetariana e muita muita cor. A ideia é conhecermos também novas pessoas e partilhar experiências porque é inevitável, com aquele boost de boa energia, soltarmos o nosso lado extrovertido e quebra gelo que há em nós.

À chegada, abrem-nos a porta já com um som ambiente que faz bater aquele sambinha no pé. Sabem quando não conhecem as pessoas de lado nenhum, mas a empatia parece que passa só pelo contacto visual e ainda nem houve abraços? Foi mais ou menos isso que aconteceu. É feita uma visita guiada pela casa enquanto já cheira a coisas boas. As anfitriãs são pessoas do bem e quem lá entra não quer sair tão cedo, é só boa energia. Começa o convívio com um casal igualmente fora da lei enquanto não chega o outro par, e entretanto as nossas anfitriãs estão na cozinha entre tachos e panelas. A malta vai-se deslumbrando com as peças de decoração irreverentes, os livros de arte e fotografia, os móveis antigos e o tapete peruano, os quadros muitos deles obras de uma das anfitriãs, a luz a aquecer a marquise para o que se espera ser um brunch muito muito caliente!

Estamos todos finalmente, só casais, pois relatam as anfitriãs que normalmente são as meninas que marcam e os rapazes vão atrás. Reza a história também, que eles acabam sempre por adorar! Vamos Brunchar então! Loiça cada peça de sua nação, a mítica toalha colorida, e esta tinha umas flores a chamar o verão que mais queria eu? Começa a voar comida para a nossa mesa pelas mãos destas fadas.

O nosso Menu Clandestino que eu passo clandestinamente a revelar:

  • Creme de cenoura e côco
  • Bruschetta de espinafres e queijo cabra com batata doce assada e molho de iogurte, húmus e nachos, courgete espiralizada temperada com sementes de mostarda e ovos mexidos com ervinhas aromáticas.
  • Iogurte com granola de chocolate e framboesa.
  • Mini panquecas com pedacinhos de kiwi
  • Mousse de chocolate
  • Pedaços de abacaxi
  • Sangria, chá, café e sumo de melancia

Uffa… acho que não me esqueci de nada. Antes de podermos começar a atacar estas cores todas, uma das anfitriãs pede para tirar foto à nossa mesa e é óbvio que perdemos a vergonha toda e toca de nos pormos em cima de banquinhos a tirar fotos também. Dá tempo para tudo, pois aquela refeição já ninguém nos tira!

Os primeiros minutos dão espaço para apenas mastigar, pois a fome já era bastante, mas depois lá começamos a conhecer-nos melhor, pois não dá para estar com um grupo de pessoas à mesa todos calados não é verdade? Enquanto falávamos mas baixinho porque estávamos na casa das pessoas e não queríamos incomodar as anfitriãs e dar uma de barraqueiros ouve-se uma voz vinda da cozinha: “Espero que esse silêncio seja porque está tudo maravilhoso!” Mas é obvio que está tudo maravilhoso!

O sol começa a encher a marquise e o calor começa a fazer com que a malta inicie uma espécie de jogo das cadeiras à procura de sombra, enquanto as anfitriãs se juntam à malta para saberem mais sobre o seu grupo de clandestinos daquela sessão de brunch. Tudo gente boa, e claro, houve troca de números de telefone no fim.

A conversa estava óptima, mas realmente o sol estava abrasador e foi só por isso que tivemos que vir embora, não foi porque já eram 16:30h e os convidados se queriam deitar! A despedida durou e durou e durou… Quando os momentos são bons demais realmente não apetece que terminem. Foi até haver conversa à porta de casa, como se faz com as pessoas que gostamos mesmo muito.

Obrigada Brunch Clandestino e siga para frente com o Arraial! Vai ser mega sucesso não tenho dúvidas disso 🙂

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